sexta-feira, 3 de junho de 2011

Le grand bleu.

 Fico de olhos abertos ao mergulhar, embora me salgue os olhos, gosto de está de olhos abertos, não somente pra assistir o encanto das coisas submersas, mas há algo mais denso que isso, há aquela luz que parece não me tocar o espírito, e quanto mais fundo vou, menos luz vejo, e penetro em mim... Sinto meu coração bater calmo e algumas bolhas saem pelo meu nariz avisando que preciso de ar, do mundo fora d’água... Observo, um pouco antes de emergir, círculos acima da minha cabeça, mas não é minha respiração que faz brotar-lhes... Gosto de pensar que é minha alma pulsando fora de mim.


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